
Um plástico biodegradável é concebido, por definição, para se degradar. O agricultor deve, então, respeitar as nossas condições de instalação e de utilização, para obter a duração útil desejada e poder beneficiar desta biodegradação, favorável ao seu contexto económico, social e, naturalmente, ambiental.
O objetivo destas instruções é fornecer uma INDICAÇÃO sobre a utilização que pode ser feita do mesmo.
Preparação do solo
Uma boa preparação do solo antes da instalação do plástico biodegradável é primordial e constitui um fator essencial para o seu desempenho.
A terra deve ser finamente trabalhada à superfície; eventuais resíduos de cultura ou pedras devem ser previamente enterrados com uma ferramenta adequada para o efeito, de modo a evitar o risco de danificar o plástico por contacto.
As aplicações de corretivos orgânicos (estrume, adubo compostado) devem ter ser realizadas, no mínimo, 1 mês antes da instalação do plástico e devem estar bem incorporadas no solo, para evitar o contacto direto com o plástico (risco de degradação prematura relacionado com a elevada presença de microrganismos no solo).
As camalhões devem ser planos ou ligeiramente abaulados, com a terra ligeiramente compactada à superfície e o plástico bem estendido, para evitar qualquer fenómeno de fricção do plástico sobre o solo.
Instalação do plásticoA instalação do plástico pode ser realizada com o mesmo equipamento tradicionalmente utilizado para os plásticos de solo em polietileno. No entanto, convém reduzir ligeiramente a tensão do rolo, adaptar a velocidade de instalação às condições do terreno.
O plástico deve ser suficientemente estendido sobre o camalhão, mas sem excesso, para não ondular ao vento nem provocar, durante a instalação, uma redução da espessura do plástico. Em zonas muito ventosas, é aconselhável fixar bem o plástico, adicionando, a cada 2 ou 3 metros, um pouco de terra.
Uma vez instalado o plástico, é imperativo plantar no próprio dia ou 2 a 3 dias após a instalação, em função das condições climáticas.
Rega
No caso de rega por aspersão, o perfil do camalhão deve ser bem estruturado de modo a evitar que a água se acumule sobre o plástico. De facto, essa acumulação pode provocar uma degradação prematura do plástico. Após a rega por aspersão, é possível que o plástico fique ligeiramente frouxo. É normal e recuperará a sua tensão inicial assim que secar.
No caso de utilização de rega gota-a-gota, a fita de rega deve ser enterrada a, pelo menos, 1 cm de profundidade, para evitar o contacto permanente com o plástico. Esta recomendação é particularmente importante no caso de plástico incolor.
Um excesso de rega pode provocar uma degradação prematura do plástico, especialmente fissuras na linha de contacto lateral com o solo ou sob frutos mais sensíveis, como o melão tipo “Galia”.
A permeabilidade ao vapor de água do plástico biodegradável é superior à de um plástico de polietileno, pelo que a sua utilização exige uma adaptação rigorosa da rega às necessidades da planta.
O plástico biodegradável pode começar a degradar-se parcialmente à superfície antes do final da cultura. Esta degradação pode provocar a evaporação das reservas de água contidas no solo. O utilizador deve assegurar-se de que dispõe de meios suficientes para garantir uma boa alimentação hídrica da planta até à data da colheita.
Perfuração do plástico
A perfuração do plástico deve ser realizada com ferramentas adequadas e bem afiadas, evitando cortes em ziguezague, que podem dar origem à rutura do plástico.
Devem ser utilizados, preferencialmente, perfuradores circulares ou facas em forma de T ou Y, para evitar qualquer início de rutura. A perfuração a quente é possível.
O plástico pode, mediante pedido, ser micro ou macroperfurado.
Duração do plástico
A duração útil de um plástico biodegradável pode variar de algumas semanas a vários meses, em função da formulação escolhida e das condições de utilização. As cinéticas de degradação dos plásticos biodegradáveis são fenómenos complexos que dependem de numerosos fatores, entre os quais: radiação UV, atividade dos microrganismos, temperatura, nível de humidade, esforços mecânicos a que o plástico possa estar sujeito, quantidade de oxigénio no solo, etc.
A utilização de tratamentos químicos pode provocar uma aceleração da cinética de degradação. As durações úteis são fornecidas pelo fornecedor (Agroalapela) a título indicativo.